Posso ajudar?

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Passou um tempo assim: sapeando a loja. De prateleira em prateleira. Fuçando tudo, sem escolher nada. A vítima perfeita. O pato. Tanto que, subitamente, chegou outro. Um vendedor. Todo cheio de lábia. Retorcendo em gentilezas.

_Posso ajudar? – sugeriu o funcionário, disposto a vender até o último item em estoque.

_Que bom que perguntou – assanhou-se todo o cliente, revolvendo uma papelada imensa_ Rapaz, caiu do céu, viu? Tô super apertado com a entrega de uns relatórios. Há três noites que não durmo, pode isso? – enquanto repassava _ É só preencher os cálculos aqui. Incluir os gráficos ali…
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