Manual de Sobrevivência ao Fim do Mundo

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Não sei você, quanto a mim estou convencida: nasci passada da hora. Pior. Tenho nem como negar. Sou assim. Sei lá. Saudosista. Dessas que creem piamente que felizes eram os outros. Aqueles. Os famosos habitantes de trasantontem. Já que, por aqui, o tempo fechou, colega.  Empretejou.  E foi de vez.

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Simples Assim

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Pelo. Pouco ou muito, todo mundo tem. Homem nem liga. Tem até quem ache bonito. Já a mulherada reclama. Menina-moça, odeia. Daí vale tudo. Creme. Descolorante. Pinça. Reza. Ou colar aos pés da mãe azucrinando, do jeitinho que foi lá em casa. Com a muchachita insistindo e perturbando até não poder mais.

_Mãe, me leva ao salão? Leva? Por favor.  A fulana, vai. A beltrana, também. A cicrana, virou sócia do lugar. Só eu, não. Nunca depilei. A única da escola. Por que não posso ser como as meninas da minha idade?

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Então, Tudo De Novo

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No farol um arrastão comendo solto. Em meio ao bololô um motorista esperava. Pacientemente. Quando deu de cara com um meliante terrível, a quem fez questão de explicar.

_Desculpe, mas sou fixo do Arruela. Há mais de três anos que só ele me assalta. Fica pra próxima, pode ser?

_Foi mal, Patrão. O Arruela atrasado, mas já-já taí. O senhor pode aguardar?

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Ô, manhê!

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Pense numa mulher doida por séries de Tv. Pois é. Agora, vá multiplicando. Até ficar insuportável. Taí. A própria. Que além de fanática numa boa história, era, também, a mãe de um bebezinho lindo.

Mas a pura santa verdade é que depois de várias temporadas, finalmente, era chegado o dia do Grand Finale. Com a tal em penitência. Mal dormiu, nem comeu. Aguardando pelo início do capítulo final.

Então, vejamos: desligou celulares? Sim. Estourou pipoca? Opa! Catou seu bebê e amarfanhou na poltroninha? Nem precisa perguntar de novo.

E começou. Com a Rainha Boa encurralada por lobos famintos. Que pior não lhe fizeram por conta de alguém surgido detrás das moitas. Amigo? Inimigo? O jeito era pagar pra ver.

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Pobre Moço

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Trombaram os dois. Um belo dia. Numa ponte aérea São Paulo-Rio. Ele indo, a trabalho. Ela voltando, a passeio. Curioso foi que deu liga. Feito bife com batata frita. O iaiá do ioiô.

Ela de peixes, linda até morrer. Nascida e criada aos pés do Cristo. Bronzeada e balançante da gema, que foi achar graça justo nele. Um não-sei-quem tipicamente paulistano. Empalidecido pelas garoas frequentes e cheirando a escritório, pizza e pão na chapa com pingado.

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