Contando ninguém acredita

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A casa era assim dividida. No andar de cima, ele. Apaixonado por ela. A linda moça do andar de baixo. O que seria até bem simples, não tivesse ela pai, mãe, três irmãos, avó doida e papagaio.

Pra piorar, o pai era uma fera. E tinha um cachorro que era uma verdadeira onça. Talvez por isso fizesse questão de olhar pra ela de longe. Disposto a não dar na vista. Até o fatídico dia, quando ouviu a mãe dela reclamando.

_ Chega de sol, menina. Quer virar pururuca, é? E esse biquíni? Vê se isso é roupa de gente…

Biquíni?, tremelicou o pobre, em meio a uma chuveirada, Quedê a toalha? Quedê?, na pressa,  acabou metido numa toalhinha micha de rosto. Daí fugiu pra varanda. Sapear. Continuar Lendo »

Ô, manhê!

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Pense numa mulher doida por séries de Tv. Pois é. Agora, vá multiplicando. Até ficar insuportável. Taí. A própria. Que além de fanática numa boa história, era, também, a mãe de um bebezinho lindo.

Mas a pura santa verdade é que depois de várias temporadas, finalmente, era chegado o dia do Grand Finale. Com a tal em penitência. Mal dormiu, nem comeu. Aguardando pelo início do capítulo final.

Então, vejamos: desligou celulares? Sim. Estourou pipoca? Opa! Catou seu bebê e amarfanhou na poltroninha? Nem precisa perguntar de novo.

E começou. Com a Rainha Boa encurralada por lobos famintos. Que pior não lhe fizeram por conta de alguém surgido detrás das moitas. Amigo? Inimigo? O jeito era pagar pra ver.

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