Beija muito!

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Quem diz que adolescente tem problemas, é que nunca viu um casalzinho amarrotado. Em pé. Aos beijos. Em plena rua.

Mas, eu vi. Dia desses. E juro que fiquei impressionada.

Eles são ousados. Escatológicos. Antropofágicos. Riem do beijo técnico e não respeitam normas regulamentadoras de segurança. Nenhuma.

Acreditaria se eu dissesse que seus aparelhos com borrachinhas coloridas morfaram em um único bracket? Pois é. Parecia.

O farol fechou. Abriu. E os dois lá.

Podia até cair o mundo. Passar a banda. Ou chover dinheiro. Desde que não esbarrassem neles, tudo bem. Seguiriam imóveis. Atracados de vida e morte. Sem a menor chance de desgrudar.

Tentei lembrar se já beijara, assim, antes. E tive saudades. Desse tempo que não se tem carro. Nem grana. E lugar nenhum aonde ir depois. Quando beijar é a única possibilidade. E já que é assim…

Não deviam ter nem quinze. Nem juízo. E não faço a menor ideia de quem eram. Só sei que não eram casados. Disso tenho a mais absoluta certeza.

O casamento está pro beijo saca-rolha, assim como a água pro petróleo. Ou, como costumava dizer minha vozinha, Não adianta insistir, que dois bicudos não se beijam. Não assim. Sem mais. Nem com toda essa intensidade. 

Tudo bem. Tudo bem. Talvez esteja exagerando. Afinal, os casados também amam. E quando querem, capricham. Eriçando as penas e retorcendo os beicinhos, no maior assanhamento. É que como tudo na vida, ganha-se de um lado e perde-se de outro. E se tem algo que perdemos, mal trocamos de dedo as alianças, é o velho e bom beijo de namorado. Ou, em termos técnicos, o beijaço triplo-mortal-carpado-frontal-de-língua-inteira.

E experimente lançar um desses, para ver o que acontece. Certamente, ele vai berrar e querer saber quem é o outro. Também pode achar que você bateu o carro. Estourou o cartão de crédito dele. Ou fez algo que realmente não devia. Pior, mesmo, se desconfiar que você planeja ampliar o número de rebentos da família. Aí o ataque é inevitável. Cardíaco. E fulminante.

Sendo assim, dois vivas as bitoquinhas e aos selinhos comportados. São eles que garantem e prolongam nossa felicidade conjugal.

Mas não desanime. Beijo é beijo. E beijo sempre é bom. Sem falar que queima calorias. Média de doze, a cada dez segundos de efetiva atividade. Achou pouco? Não sei você, mas prefiro mil vezes a uma sessão 5×5 de supino inclinado.

Enfim. Sigamos beijando. Sem abrir mão da dieta de proteínas e do suco-argh-verde. Afinal, estar em forma, ajuda. E, quem sabe, não garanta ao menos um beijinho meio-lábio-inferior-com-mordida-deslizante-superior, hein? Hein? Não chega a ser um triplo-carpado. Mas seria um bom começo.

5 comentários sobre “Beija muito!

    • E quem não tem, né, Crislaine? O bom da vida é saber que aproveitando intensamente cada uma de nossas fases, fica mais fácil ser feliz depois, com muita história boa na caixola pra dividir com todo mundo. Sendo assim, um viva ao beijão, ao abração, cafunezão…E bora curtir a vida!!!!!!!

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