Pra você que ainda não nasceu

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Que eu saiba foi assim. Desde quando, nem me lembro.

Meio torto. Quase caindo. Passado das bordas e sem limites. É que gente que é gente gosta mesmo de um enguiço. De bulir com o que não pode. Brincar com o que não presta.

Sou do time que acredita que um dia essa coceira toda passa. E a poeira grossa assenta. Mas não esquente. Que sossego a gente garante. De um jeito. Ou de outro.

Então, largue mão de tanta fita. Vem que a roda não espera, nem guarda lugar. Eu que já vivi meu próprio riscado, deixo aqui algumas dicas muito úteis de viagem.

Cuidado com os estranhos. Álcool e direção não se misturam. E nunca, está me ouvindo, nunca abra e-mails de procedência duvidosa. O que é e-mail? Internet? Facebook? Não esquente. Na barriga você descobre tudo.

Meus desejos? Vamos a eles: que sua vida seja leve e colorida. Que nem flor de encosta. Sem ordem. Nem desordem. Coladinha rente. Cara lavada. E feliz.

Que seus pais sejam pacientes. Amorosos. E aceitem do jeitinho que for. Mesmo antes. E daí para sempre. Do sempre do sempre. E no que vier depois.

Que seu pediatra seja assertivo. Tenha mãos de fadas. E cara boa de tio. Que sua disponibilidade extrapole seu tamanho. Principalmente aos finais de semana. Madrugadas e feriados.

Sobretudo, que seus professores sejam bons. De tino, faro e coração. Como maestros que são. Mãos firmes. Justas. Recheadas de oportunidades. Desses que distinguem fácil o sopro das cordas. Extraindo o melhor de cada um. A seu tempo. No seu próprio ritmo. Fazendo como se deve, ao invés de como se pode. Compondo e harmonizando. Sem deixar ninguém de fora.

Que seus pais reconheçam o valor desses homens e mulheres talentosos. Que deixam casa e filhos pra cuidar dos outros. Dar seu melhor. Motivando e incentivando a acreditar.

E é esse alguém, que nunca te viu, nem escolheu, que vai mais longe em tua caminhada. Conduzindo em segurança. Percebendo e valorizando como se fosse único. Cuidando e instruindo como se fosse eterno. Amando e lapidando como se fosse seu.

Ande. Venha. Corra, moleque! Se ajeite no caminho. Só assim não perde nada.  Que vida boa tem história. Tem família. Tem escola. Boca babada. Joelho lanhado. E muita sarna pra coçar.

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