Trago seu amor de volta

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Se tem algo que não caduca, nem sai de moda, é o amor. Como eu sei? Tá na cara. Ou melhor, no poste. 

É isso mesmo. Em letras garrafais. Faixas que interligam esquinas, ou colados, mal e porcamente. Por todo canto. Enfeiando tudo. Amor de sinaleira. Que vem em sete dias. Resultados comprovados, ou seu suado dinheirinho de volta.

Um amor fujão. De quinta categoria e na numeração errada. Desses que não cabem. Nem servem. Pra nada. Que como veio, partiu. Deixando para trás um coração bem pouco a fim de esquecer. Por costume. Mau gosto. E falta de opção (ou de vergonha, na cara, vocês escolhem).

 Mas, calma. Nem tudo está perdido: sossegue o pranto desandado e se oriente. Pois na fascinante era do meu-mundo-primeiro, se há dor, há solução. Geralmente, a um telefonema de distância. Custos devidamente tarifados. Cinco por cento à vista, ou quatro vezes no cartão.  

O amor existe. E pronto! A medir pela quantidade de anúncios, mais acessível do que nunca.  Um amor requentado. Foragido. Prestes a ser capturado.

Arrastado, amarrado e acorrentado (falei amordaçado? Não? Pode incluir. Vem no pacote). Até que retorne, doce e pleno, aos seios daquela muito amada (de onde o canalha-desqualificado nunca deveria ter saído, pra início de conversa). E pode anotar aí que ele volta. De um jeito ou de outro (meio cambeta, é bom admitir). Amputado de alma e capenga de vontade própria. Mas, volta. Ô, se volta (deviam inventar logo um chip. Um rastreador de nêgo-lambão. Só por garantia. Do jeito que a coisa toda anda, melhor prevenir que remediar) Então, é isso. Tá bom pra você? Pra mim, não.  

Que vou fazer com um amor assim? Me fale? Um amor roto. Subjugado. Triste de pai e mãe. Que não me quis por bem, mas terá que engolir por mal. E assim seremos felizes. De descarrego em descarrego. Sob as bênçãos dos orixás.

Amor não combina com mandinga. Combina com querência. Mas essa é livre. E vem da entrega. Agora, se o assunto é simpatia, espero que a minha seja mais que suficiente pra te encantar. Caso contrário, quer saber, mesmo? Vá andar! Sou mais meu sorrisão laico e solto, que sua carranca hermeticamente fechada. Prefiro amor de verdade. Ou minha felicidade de volta.

Amor é isso. É osso. Enrosco colocado. E dos bravos. Mesmo. Dá dor de cabeça. Dor de estômago. Piriri. E dor de cotovelo (efeito colateral dos mais comuns e rotineiros. Empola, mas não mata). E é assim que tem que ser. Direto na carne. Forjado a ferro e fogo.

Chorou? Azar. Balance as plumas e parta pra outra. Mas porque quis. Ou não quis. E, fim.  Sem essa de trazer na marra. Por carma. Ou cabresto curto.

Quer ficar, a casa é sua.

Quer sair? Primeira porta. Logo em frente. Essa mesmo. A escancarada. Achou?  Só não passe ferrolho, nem se incomode em encostar. Isso. Deixe aberta, que nem trisca e já tem outro pra entrar. Quem?  Quando? E eu que sei? Hello! Sou pra frente, mas não adivinha. Eu, hein? Tô falando…

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