Dá pra ser feliz

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Que nenhum caminho é fácil, cá entre nós, estamos carecas de saber. Mas, junto-me ao time do Com fé eu vou e assim, meio de lado, sigo levando, mais que arrastando. Pois, como dizem por aí, no final tudo se assenta. Mesmo que seja só por um trisquinho.

Se não for no tempo regulamentar, sai nos pênaltis. Mas dá-se um jeito. E vamos que vamos! De erro em acerto. Na certeza de que amanhã tem mais.

E apesar de crer na voz do povo, embora não me fie que seja a voz de Deus, tenho cá minhas reservas. Seja com os homens. Seja com seus ditados.

Tudo que é muito certo, retumbante e definitivo, custa um tanto a ganhar minha audiência. Então não me venha pedir paciência, ou dizer que Deus que cuide. Nem queira me convencer, que mulher alguma, seja ela mãe ou não, possa vir, um dia, a padecer num paraíso. Deitada, mesmo que de bruços, eternamente em berço esplêndido.

É que aprendi, meio que na marra, que o tempo da gente é a gente que faz. E pode procurar à vontade, mas paraíso na terra, nos dias de hoje, é coisa bem difícil de encontrar. Pra ser bom, tem que ter jeito. E pegada. Ou fica tudo em aberto. Pra resolver mais tarde, na base do tira-teima. Dependendo do ângulo, da lua e da boa vontade do sujeito.

Pode-se ser feliz, sim. Aqui. Agora. E em Fiji ou em São José das Lajes. Aliás, em ambos, ouvi dizer que tem mosquito, época de cheia e sol de estatelar ovo. Gente que engripa. Que nasce e que morre. Então, sem essa de esperar pelo que não vem. E chega de drama.  Pois, se tem uma coisa que existe, mesmo, é esse tal de livre arbítrio. Sendo assim, dê dois vivas a liberdade de escolha, passe a régua e siga em frente. Caminhando e cantando. Afinal, somos feitas de quê? Jujuba? Massa mole de panqueca? Nananinanão. Somos mulheres de fibra. Óptica. Antenadas e fabulosas. Amianto por fora e o mais fino merengue por dentro.

Escolheu? Agora, sirva-se. E faça-me o favor de comer tudo. Tudinho. Não gostou? Fazer o quê. Tudo bem. Se até Deus perdoa, quem sou eu pra contrariar? É só pegar a mesma fila e tentar de novo. Ainda não gostou? Ok. Já sabe o caminho. Mas, o quê? Não gostou, outra vez? Qual é o seu problema, hein, menina? (enquanto você vai e vem, aquela ali, ó, já encheu o bucho por três. É mais linda ou melhor que você? Não. Talvez mais simplinha e menos exigente, mas essa sabe viver. Percebeu como funciona?)

Largue mão de ser tão dura e cruel contigo mesma. E aproveite. Que a danada é boa, mas é curta. E o que vem depois, ninguém sabe, ninguém viu. Então, como diria o saudoso Gonzaguinha Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida. É bonita e é bonita. No gogó!

4 comentários sobre “Dá pra ser feliz

  1. Gostei desta também porque, perdoa-me o olhar de profe de português que sempre vê pretextos em bons textos. Gostei que usas ditados, expressões cotidianas e nos convida e refletir sobre sermos ou não felizes agora. Parece tão simples. Basta escolher, mas fica a pergunta: por que tanta dificuldade em escolhermos a felicidade! Bjs Lia

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